Geração Z: Será que estamos preparados para entendê-los?

A Geração Z, nascida entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010, cresce sob a revolução digital e a globalização acelerada. Diferente das gerações anteriores, esses jovens não conhecem um mundo sem internet e redes sociais, e isso molda profundamente sua forma de pensar, agir e se relacionar com o mundo.

“Esses jovens demonstram grande habilidade para lidar com tecnologias e são altamente adaptáveis a mudanças. Valorizam a diversidade, a inclusão e têm uma mentalidade mais aberta em relação a questões sociais. No entanto, também apresentam altos índices de ansiedade, em parte devido à constante exposição às redes sociais e à comparação com os outros”, esclarece o psicólogo Bruno Almeida.

Esses jovens demonstram grande habilidade para lidar com tecnologias e são altamente adaptáveis a mudanças. Valorizam a diversidade, a inclusão e têm uma mentalidade mais aberta em relação a questões sociais

Engajada e questionadora, a Geração Z exige mais do que discursos vazios. Valorizam autenticidade, inclusão e transparência, tanto na política quanto no mercado de trabalho. Estão conectados com causas sociais e ambientais, pressionando empresas e governos por ações concretas.

No ambiente profissional, buscam propósito e flexibilidade. Não se contentam com estruturas rígidas ou promessas inalcançáveis. Desafiam normas e reinventam carreiras, empreendendo e inovando com naturalidade.

“A Geração Z deixou de lado o hábito de consumir informações de forma linear, como jornais e televisão. Eles preferem conteúdos rápidos e dinâmicos, como vídeos curtos e postagens nas redes sociais. Também abandonaram a ideia de permanecer muito tempo em um mesmo emprego, priorizando oportunidades alinhadas aos seus valores pessoais e ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal”, explica Bruno.

Para o psicólogo, a comunicação da Geração Z é mais rápida e informal, especialmente pelo uso de mensagens instantâneas e emojis. Embora seja eficiente para interações rápidas, ela pode ser mais superficial, o que pode prejudicar a capacidade de construir relacionamentos mais profundos e empáticos.

“Tenho atendido jovens dessa faixa etária e percebo que os maiores desafios incluem lidar com a ansiedade, a autoestima fragilizada e a dificuldade em manter foco e disciplina. Além disso, há uma busca constante por validação externa e um medo intenso do fracasso, o que pode paralisar suas decisões”, confessa Bruno.

Tenho atendido jovens dessa faixa etária e percebo que os maiores desafios incluem lidar com a ansiedade, a autoestima fragilizada e a dificuldade em manter foco e disciplina

No Brasil e no mundo, a Geração Z já está redefinindo padrões e participando ativamente das transformações sociais. Seu impacto cresce a cada dia, e ignorá-los significa perder o rumo do futuro. A pergunta que fica é: estamos prontos para ouvi-los e aprender com eles?

Além da Geração Z, temos ainda a Geração Alpha, que engloba pessoas nascidas após o ano de 2010. Para Bruno Almeida, esses jovens têm um desafio maior ainda, pois consomem tecnologia e inteligência artificial desenfreadamente.

“A Geração Alpha, nascida a partir de 2010, será ainda mais tecnológica e conectada. Esses jovens crescerão em um mundo dominado por inteligência artificial e automação. Podemos esperar que sejam altamente adaptáveis, mas também mais propensos a desafios emocionais ligados ao excesso de tecnologia e à falta de interações presenciais. O desenvolvimento de habilidades socioemocionais será essencial para equilibrar essa imersão tecnológica”, pondera o psicólogo.

 

 

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