Pitaya: um investimento bastante frutífero

Exuberante na aparência, a pitaya vem conquistando cada vez mais a mesa do consumidor brasileiro, especialmente pelos nutrientes importantes que possui para a saúde humana.

As frutas exóticas têm ganhado um espaço cada vez maior no mercado e visitado frequentemente a mesa dos brasileiros. Quando partida ao meio, não há como não se impressionar com a beleza da pitaya. É impossível vê-la e não a experimentar!

Conhecida como a fruta do dragão por conta de sua aparência, a pitaya, que é originária da América Latina, nasce em meio aos espinhos afiados do cacto e se adapta bem ao clima tropical. Atualmente, o Brasil está entre os 10 maiores produtores do mundo e o Estado de São Paulo é responsável por 40% dessa produção. 

Em nossa região, a maior concentração do cultivo dessa fruta está localizada no Vale do Ribeira, principalmente nos municípios de Itaóca e Registro.

A Pitaya é uma fruta de baixo valor calórico. Para cada 100g de fruta estima-se um valor nutricional de aproximadamente 50 calorias. Além disso, ela é uma fonte riquíssima em vitamina C, A e E, além de minerais como o cálcio, ferro e zinco, antioxidantes, fibras alimentares e ômega 3 e 6.

Pioneiro no plantio comercial da pitaya, o agricultor rural, Paulo Cesar Mendes de Andrade, tem distribuído a fruta por todo o Sudoeste Paulista e Vale do Ribeira. A tendência é ampliar a sua produção para 1.200 pés. Seus irmãos também estão iniciando o cultivo e em breve deverão distribuir também para a Ceagesp. 

Todo o processo, desde o botão que se transforma em flor, para então formar o fruto, e a pitaya estar pronta para ser colhida, são mais de 50 dias e, por isso, a safra é normalmente entre o mês de janeiro e maio.

Versátil, a fruta pode ser cultivada em solos férteis e locais com temperaturas entre 4 e 38 graus, mas alguns cuidados são necessários para aguentar o calor excessivo e garantir o crescimento saudável do fruto.

“As nossas terras são férteis e arenosas, o que é muito importante no cultivo da pitaya. Quanto ao clima, nos últimos anos o calor vem afetando muito a fruta, causando queimadura nos cladódios (caule), porém existem métodos que utilizo para minimizar os danos como filtro solares naturais”, conta o produtor.

A pitaya é uma planta de manejo simples, rústica, mas que exige pulverização constante e adubação bem feita para ela produzir bons frutos.

“Para o produtor iniciar a produção de pitaya é necessário o mourão ou palanque de madeira ou concreto, com no mínimo 1,50 metro, adubação inicial correta e uma boa muda de procedência. O espaçamento entre os palanques deve ser de 3 metros de largura por 2,5 metros de comprimento”, explica Paulo.

Ele conta também que o mês ideal para o plantio é agosto com o início das chuvas. “A fruta não dá o ano inteiro. Em Itaóca, por ser um lugar quente, a pitaya inicia a florada a partir de setembro e produz frutas até maio. Em média, colhemos 5 vezes por ano”, conta o agricultor rural.

Existem diversas espécies e qualidade de pitaya, mas a que eu mais indico é a Boreal RED, de poupa roxa ou vermelha, pelo sabor e por ser mais doce

Todos os pés da propriedade de Paulo Cesar, produzem a variedade da polpa roxa ou vermelha, que são mais vendidas e procuradas. “Existem diversas espécies e qualidade de pitaya, mas a que eu mais indico é a Boreal RED, de poupa roxa ou vermelha, pelo sabor e por ser mais doce. A pitaya é uma fruta que me surpreendeu desde o seu plantio, pois com apenas 6 meses, alguns pés já estavam produzindo o desenvolvimento da fruta, que é muito rápido”, confessa Paulo.

A tendência do mercado é muito boa para o produtor de pitaya, segundo a Embrapa. A fruta é valorizada no mercado interno, e mesmo com mais produtores investindo na produção, os preços da pitaya não caíram, o que garante a lucratividade para os fruticultores. De acordo com Paulo, hoje o preço médio aqui na região de Itapeva está em torno de R$ 15,00 a R$ 25,00 o quilo, o que garante ao produtor um bom retorno.

“Acho bastante interessante produzir a pitaya por seu manejo, desenvolvimento, por ser uma fruta exótica, saborosa e de excelente qualidade, que vem agradando o paladar do brasileiro. Uma fruta que está em expansão no mercado e compensa todo o investimento, pois o seu retorno é rápido”, finaliza o produtor.

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